SAÚDE INFANTIL: Conheça os riscos da falta de atividade física na infância e adolescência
Subir em árvores, pular corda, brincar de pique-pega e esconde-esconde. Essas brincadeiras que gastam energia e estimulam o desenvolvimento motor e social estão cada vez mais distantes das crianças e dos adolescentes de hoje. Isso porque grande parte dos pais prefere manter os pequenos em casa, seja por medo da violência, ou até mesmo por conta do avanço da tecnologia, que passou a oferecer uma variedade de atrações ao público infanto-juvenil, como videogames e computadores de última geração. Mas manter os filhos longe dos parques e espaços ao ar livre pode trazer uma série de conseqüências perigosas, como a obesidade infantil, por exemplo. É o que explica a nutricionista do INTO, Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, Alessandra Pereira:
Nutricionista do INTO, Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia - Alessandra Pereira:
"Essas brincadeiras nas ruas faziam com que as crianças tinham um gasto energético tendo um horário pré-estabelecido e não ficavam beliscando o tempo todo. Com os filhos em casa e é muito comum ter guloseimas em casa, então a criança vai procurar esse tipo de alimento. Então a gente tem esses dois aspectos: um menor gasto energético e um maior consumo de alimentos principalmente das chamadas guloseimas, favorecendo assim o ganho de peso de nossas crianças."
A nutricionista Alessandra Pereira também faz um alerta aos pais sobre a importância do sol para o desenvolvimento da criança e do adolescente:
"Quando as crianças brincavam nas ruas tinham uma exposição maior ao sol, que a gente sabe que o motivador de vitamina D, que tem um papel importante para a saúde óssea. Manter essas crianças dentro de casa ou até mesmo em condomínios fechados, com pouca exposição solar, também tem esse outro fator de risco."
Alessandra Pereira ainda deu dicas de como associar a diversão dos filhos em casa com uma alimentação saudável. Segundo ela, as geladeiras devem estar sempre repletas de frutas, legumes e verduras. No caso das guloseimas, a preferência é por opções com pouca gordura saturada e com pouco açúcar. Mesmo assim, esses produtos só devem ser permitidos em ocasiões especiais.
Reportagem, Débora Rocha
Agência do rádio
