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Publicado em Jul 26, 02:32 PM

Com um jogo fraco tecnicamente, o Cruzeiro joga muito mal e encontra um empate no fim do jogo, perdendo a chance de chegar ao G4.
Sofrendo com as constantes baixas no elenco, principalmente de um meia de ligação, já que Gilberto e Roger estão lesionados. O técnico Cuca resolveu apostar no lateral Jonathan para jogar na armação das jogadas ao lado de Everton. Mas as mudanças não surtiram o efeito esperado e o Cruzeiro acabou perdendo o controle do meio campo para o Grêmio. Os laterais também não encontraram espaços. Rômulo que foi um dos destaques contra o Fluminense, não conseguiu repetir a boa atuação contra os gaúchos, muito em função do posicionamento de Jonathan. Diego Renan acabou ficando muito preso na marcação e novamente fez partida discreta no setor ofensivo.
Falando em ataque, o celeste novamente voltou a jogar mal. Thiago Ribeiro repetiu o péssimo rendimento das suas últimas atuações, o que nos deixa com a impressão de que ele ainda não conseguiu se adaptar ao esquema de jogo do novo treinador. Robert novamente mostrou muita disposição, mas pouca criatividade e objetividade com a bola nos pés.
Coma falta de opções no banco de reservas, Cuca arriscou e voltou para o segundo tempo com o jovem atacante Sebá no lugar de lateral-direito Rômulo, para tentar empatar o jogo. A intenção era voltar Jonathan para sua posição de origem. O time passou a ser mais ofensivo e equilibrado, chegando logo ao empate com Henrique.
Depois do empate, o Cruzeiro diminui o ritmo de jogo e acabou sendo castigado com um belo gol de falta. E quando todos já esperavam pelo pior, o aguerrido Henrique, novamente de cabeça empatou a partida dando números finais ao duelo.
O Cruzeiro mostrou mais uma vez um péssimo futebol jogando na Arena do Jacaré. Em resposta as últimas atuações no estádio, a diretoria resolveu atender aos atletas e mandar alguns jogos no Ipatingão após o Clássico contra o Atlético (não vai ter mais desculpa de gramado). Falando em clássico, o Cruzeiro perdeu o guerreiro Henrique, mas tem as voltas de Gil, Wellington Paulista, e provavelmente Gilberto. Roger se recupera bem e pode aparecer como opção para o banco de reservas.
Gramado ruim ou não, o Cruzeiro precisa ser mais produtivo e se empenhar mais. O Clássico será um divisor de águas neste primeiro turno. Vencer significa chegar perto do G4 e ganhar moral. Perder pode ser o início de uma queda sem precedentes, alem de acordar o concorrente regional.
FICHA TÉCNICA:
CRUZEIRO X GRÊMIO
Local: Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG)
Data e hora: 25 de julho de 2010, às 16h
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa-RJ)
Cartão Amarelo: Rafael Marques, Douglas (GRE); Seba, Fabinho e Henrique (CRU)
Cartão Vermelho: -
Gols: Borges, 45'/1ºT (0-1); Henrique, 1'/2ºT (1-1); Jonas, 34'/2ºT (1-2); Henrique, 40'/2ºT (2-2)
CRUZEIRO: Fábio, Rômulo (Sebá, Intervalo), Fabinho, Caçapa, Diego Renan; Fabrício (Marquinhos Paraná, 15'/2ºT), Henrique, Jonathan, Everton; Thiago Ribeiro e Robert (Reina, 29'/2ºT). Técnico: Cuca
GRÊMIO: Victor; Ozéia, Rafael Marques (William Magrão, 15'/2ºT), Rodrigo; Maylson, Adilson, Fábio Rochemback (Ferdinando, 25'/1ºT), Douglas e Hugo; Jonas(Fernando, 36'/2ºT) e Borges. Técnico: Silas.
Publicado em Jul 23, 10:14 AM

Por Marcello Zalivi
Futebol é assim mesmo, nem sempre quem joga melhor vence. Nesta quinta feira não foi diferente, diante do novo líder do campeonato Brasileiro, o Cruzeiro se impôs ditou o ritmo do jogo, mas sofre com a perda do seu único armador do elenco. Gilberto dominava o jogo como um maestro, mas voltou a sentir as dores no tendão e saiu de campo levando com ele a objetividade do ataque celeste.
Agora mais do que nunca a torcida cruzeirense precisa torcer pelas chegadas dos argentinos Farias e Montillo. Hoje ficou nítido que sem Gilberto e o lesionado Roger, faltou um meia que armasse com qualidade que pensasse o jogo e que tivesse um bom arremate de fora da área. No ataque, quando Thiago Ribeiro não aparece no jogo, o Cruzeiro perde muita força neste setor. Isso porque o seu substituto, o Robert, não apresentou um futebol que o credenciasse a ter uma vaga no time.
Mas nem tudo são espinhos na derrota. Vale destacar a raça do time que vendeu caro o resultado final, jogando bem e tentando o gol até o final. A estréia de Rômulo agradou bastante, com velocidade e inteligência. Ele será a verdadeira sombra para Jonathan e fará o “titular” da posição suar a camisa para ratificar sua titularidade. A defesa, apesar de falhar no lance do gol, tem jogado bem, os atacantes do tricolor não tiveram vez. O meio campo dominou o jogo, mas com a saída de Gilberto, faltou inteligência para alimentar o ataque da raposa.
O setor ofensivo, apesar da luta do Wellington Paulista, deixou a desejar pelas várias chances desperdiçadas. Mas o espírito do time, a determinação, a nova cara que o técnico Cuca deu a equipe, nos da esperanças de que com o time completo, o Cruzeiro pode chegar longe neste campeonato brasileiro.
Na próxima rodada tem o Grêmio, um time que está em baixa, mas será um jogo difícil, até porque o time está bastante desfalcado, Gilberto e Roger por lesão, Gil e Wellington Paulista com o terceiro cartão amarelo. Provavelmente a equipe deverá ser escalada com Fabrício, Paraná, Henrique (que anulou o Conca do jogo) e Everton. Na frente, Robert deve formar dupla com Thiago Ribeiro.
Que Venham os reforços!
Publicado em Jul 12, 01:16 PM

Por Marcello Zalivi
A Fúria é uma boa campeã. Merecido seria para qualquer um dos lados. Pois, apesar de não ser tão brilhante como a Espanha, os holandeses que chegaram a três finais de copa e conseguiram com isso o status de “time grande”, poderiam ser premiados por terem dado ao mundo da bola, gerações como de Cruyff, Vam Bastem e Bergkamp. Os laranjas mantiveram a tradição de terem sempre um time competitivo e forte nos mundiais que disputaram.
Mas apesar de tudo, não poderíamos ter um campeão melhor que a Espanha. Digo isso porque a Fúria campeã fará muito bem ao futebol, por vários motivos. Um deles é o fato de todo campeão mundial influenciar o estilo que será jogado nos próximos quatro anos. Após o título da Alemanha em 90 e o Brasil em 94, times que priorizavam o futebol defensivo, todo o planeta passou a adotar esquemas cheios de volantes e zagueiros. O toque de bola espanhol, a valorização da posse de bola, a sinergia entre ataque e defesa, a velocidade da recomposição, o jogo fácil coletivo que abre espaços para as individualidades, e o mais importante, a quebra de tabus como o de que volante tem que ser brucutu e destruidor (Xavi, Alonso e Busquets são exemplos de volantes modernos que defendem limitando os espaços, com uma boa saída de bola através de passes precisos e visão de jogo), tornam a Espanha um modelo ideal a ser seguido. Pouco importa se foi o campeão com menos número de gols, a Fúria não deixou de ser ofensiva em nenhum momento. Foi o time que mais chutou a gol, que mais criou, que mais tempo ficou com a bola nos pés e que menos praticou o anti-jogo.
A Espanha entra para o seleto grupo de campeões mundiais (Brasil, Itália, Alemanha, Argentina, Uruguai, França e Inglaterra. Os três primeiros com mais autoridade), melhor ainda, entra para um grupo mais seletivo, o de campeões mundiais que jogam bonito, e premia um trabalho de mais de 8 anos que é desenvolvido no país. A Espanha foi o país europeu que mais títulos conquistou nos últimos anos nas categorias de base. 15 dos 23 campeões mundiais obtiveram ao menos uma conquista na base. A Fúria preparou seus atletas contra a mentalidade de “amarelar” nas decisões desde cedo, incentivou a formação e UTILIZAÇÃO de atletas nos seus principais clubes, e agora está colhendo os frutos deste trabalho. A Espanha, assim como a Alemanha, estão na contra mão dos outros fortes e influentes mercados europeus. Estão apostando na renovação de seu futebol e prestigiando os atletas locais. Basta fazer um comparativo entre seus principais times na atualidade. O Barcelona, campeão de tudo, o time espanhol do momento, tem em seu time titular entre seis a sete jogadores do país, isso sem contar com Messi que é muito mais espanhol que argentino. Do outro lado está a Inter de Milão (Itália). O atual campeão Europeu fez a final da Champions League sem contar com um italiano em campo, e o único que entrou no final da decisão foi o zagueiro Matterazzi, um veterano de quase 40 anos. A Inter é o reflexo do futebol italiano nesta copa, que busca em mercados menos favorecidos financeiramente como o Brasil e a Argentina, as soluções para as carências em seus times, ao invés de procurar nas categorias de bases ou em outras equipes italianas, jogadores do próprio país. No caso da Inglaterra, que vem acumulando participações patéticas em mundiais, os próprios fazem piadas de si mesmos com ditados do tipo “quanto mais ingleses tiver em seu time, pior ele é”.
Que venha 2014. Nunca uma seleção brasileira será tão pressionada a ganhar uma Copa do Mundo. Aqui, segundo lugar não tem vez, não tem festa. Somos o “país do futebol”, e o mundo não espera outro resultado que não seja o título canarinho em casa e dando espetáculo. A margem de erro tem que ser pequena, tudo começará na escolha precisa de um novo técnico, na renovação do elenco, no incentivo aos jovens jogadores levando em consideração uma mescla que mantenha o espírito guerreiro da seleção, mas que ao mesmo tempo nos faça retornar as origens do nosso futebol “moleque”, que encanta o mundo e faz crescer a mística da amarelinha. Que se aprenda com os erros do passado, a nova ordem é planejamento, foco e a volta do bom e “velho” futebol brasileiro que andou em falta nas duas últimas copas.
Publicado em Jul 9, 11:59 AM
Por: Marcello Zalivi
Convidado: Diego Tolentino
Vamos estrear nosso Papo de Boteco com meu amigo Diego Tolentino (futuro defensor dos fracos e oprimidos), um verdadeiro Chapolin Colorado para a “ingênua” juventude Vespasianense. Ele está se formando em Direito e nos dará de forma descontraída e informal a sua opinião a respeito do caso Bruno, que infelizmente saiu das páginas esportivas para as páginas polícias de todo o mundo.
Para começar, melhor com uma demonstração de paz, um bate papo entre Zalivi (Cruzeirense) e Diego (Atleticano) na .
Zalivi (Z):
Bom dia!
Diego Tolentino (DT):Bom dia meu caro!
Z: Como profissional, qual a sua opinião sobre o caso Bruno?DR: Ele está encrencado: homicídio qualificado, ocultação de cadáver, seqüestro, cárcere privado, e pra ele é pior ainda, pois é o mandante.
Z: Ok! Mas você acha que no caso Bruno, não estão caindo no mesmo erro como em outros casos famosos? Tem muita mídia envolvida e na pressa da policia em dar uma resposta à sociedade, ou na vontade de "aparecer", a justiça não acaba criando buracos no processo que podem atenuar ou livrar o acusado? Qual a sua opinião a respeito disso e da atuação da justiça no caso?DR: Na verdade a justiça só agiu até agora expedindo os mandados de prisão para os acusados. A atuação é da polícia civil que investiga todo o caso. Particularmente confio no trabalho da policia civil que está demonstrando que vai desvendar todos os mistérios do crime. Não vislumbro buracos que podem atenuar o culpado, a investigação deve ser célere, pois o acusado tem um tempo que pode ficar preso até o julgamento, se não for concluído o inquérito o advogado tira da cadeia por excesso de prazo.
Z: Mas não existe uma predisposição na acusação do Bruno. Pois o advogado teve que entrar na coletiva aos “berros” para poder conseguir uma coisa que era do direito dos acusados e estava sendo negado, que é o acesso integral ao processo?
DR: Em um ponto você tem razão, quando se trata de pessoas famosas, as investigações são diferentes e todo mundo quer mostrar serviço, pois está na mídia nacional. Mas isso é normal, principalmente nestes casos, dificultam a ação do advogado. Querem “ferrar” o camarada.
Z: Então você acha que essa exposição demasiada sobre o caso pode influenciar a opinião pública e pressionar a justiça a dar um parecer contrario ao acusado?DR: Com certeza, eu já fiz um artigo sobre isso, o Bruno já fica condenado perante a população e caso o Juiz o absolva pode vir a ocorrer uma insatisfação geral e descrença com a justiça do país.
Z: O que você achou da Rede Globo ter gravado declarações do Bruno na anti-sala da delegacia sem a permissão do acusado? Isso é legal? Cabe processo?
DR: Não vejo problemas nisso, pois isso é a liberdade de imprensa! Mas caso tenha ocasionado algum constrangimento, ele pode pedir danos morais, se vai ganhar ou não, não da para saber.
Z: Não foi invasão de privacidade (bom, quem vai querer ir contra a Globo né?)?
DR: Em minha opinião, tratando-se de delegacia (órgão público), não vejo como invasão de privacidade, se ele não quisesse passar por isso não tivesse se metido em encrenca.
Z: Perguntas que todo mundo faz. Se não há corpo não há crime? Ele pode ser acusado apenas pelos depoimentos, ou se não o acharem o corpo ele pode ser inocentado?
DR: É o seguinte, o delegado vai fazer o inquérito e ao final ele faz um relatório dizendo qual a sua conclusão do caso. Este relatório irá para o juiz que encaminha ao promotor de justiça. Se o promotor se convencer que diante dos depoimentos e provas foi de fato cometido um homicídio, ele irá denunciá-lo no art. 121. Aí começa o processo.
Z: Em sua opinião, caso ele seja condenado, qual será a sua pena? E se ele não for, o quê você acha que acontecerá com a carreira do atleta?
DR: São muitos crimes, só o homicídio qualificado a pena é de 12 a 30 anos. Quanto ao futebol, acredito que ele pode esquecer.
Um texto bacana de Gustavo Poli, a respeito das responsabilidades que os “heróis” modernos precisam aprender. Clique
aqui.Parafraseando Bem Parker, tio do Homem Aranha: “Grandes poderes trazem grandes responsabilidades”. E é verdade.
Mais a respeito do caso clique
aqui.
Abs