Além dos 1,5 mil operários que hoje trabalham no Mineirão, há um time de equipamentos modernos que contribuem para o cumprimento do cronograma das obras de modernização do estádio. “As máquinas de última geração têm a vantagem de mobilizar um grupo específico de trabalhadores, formando profissionais capacitados com relação às novas tecnologias em maquinário da engenharia civil”, diz o engenheiro Severiano Braga, gerente de operações da Minas Arena, empresa responsável pelas obras e futura operadora.
Um deles é o conjunto de máquinas de transporte de materiais que chegará à obra em breve. Quatro novas gruas serão instaladas dentro do estádio para içamento de materiais depositados fora do campo, como estruturas metálicas da nova cobertura e pré-moldadas de concreto da futura arquibancada inferior. Duas delas apresentam alcance de “braço” de 75 metros, enquanto o das outras duas será de 52,6 e 48,4 metros. A primeira já está sendo montada e estará liberada para operação a partir de segunda-feira (23).

A plataforma elevatória com autonomia de movimento manejável por um joy stick interno também contribui para essa celeridade. Ela alcança locais onde os andaimes não entram. O operador manobra giros de 360º com a máquina de dentro da cabine. “Substitui assim os andaimes tradicionais, que consomem tempos longos para montagem e desmontagem. Ela oferece a vantagem de ser facilmente deslocada de um local a outro com agilidade”, explica Severiano. É empregada hoje nos trabalhos de reparo da parte interior da cobertura da arquibancada. Existe, porém, um modelo de andaime na obra que se sobressai dos demais tipos modulares, também presentes. É o andaime tubular móvel com rodas e freio. Atualmente, é utilizado nos trabalhos de reparo do teto do estádio. Oferecem mais segurança, são rápidos e de fácil montagem.

Outro equipamento de destaque encontrado na obra é o manipulador telescópico para transporte vertical e horizontal de materiais. Sua vantagem é a de recolher e transportar materiais a partir de locais diversos devido a uma espécie de garfo de grande alcance. “Esse só é encontrado em grandes empreendimentos. Não estão presentes, por exemplos, em obras prediais”, acrescenta Severiano.

A perfuratriz é mais um instrumento de rapidez e eficiência. Além de sua função básica de perfuração, a máquina injeta concreto nos poços perfurados. “Esta máquina executa duas funções importantíssimas, que normalmente são as que consomem mais tempo em uma obra”, São instrumentos imprescindíveis nas fases de fundação de estruturas. Hoje, 90% das fundações da área interna e 80% da externa foram concluídas.

Como todo time tem seu mascote, o da obra “atende” pelo nome de Bob Cat. É uma mini-empilhadeira, bem ágil, que transporta até 500 quilos. A obra conta ainda com várias outras máquinas típicas de grandes empreendimentos em construção, como as escavadeiras, mini-escavadeiras, retroescavadeiras e o martelo rompedor hidráulico, por exemplo. Ao todo, trabalham nas obras cerca de 100 máquinas e caminhões.
Créditos: Sylvio Coutinho/Divulgação
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