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Oba!
Finalmente nós, usuários de planos de saúde, poderemos usufruir de mais benefícios garantidos por lei. E venhamos e convenhamos que passou da hora. Pagamos um valor exorbitante todos os meses e quando mais precisamos somos barrados no setor de autorização dos convênios.
Sem falar que esperamos muitos minutos (para não dizer horas) para a auditoria avaliar se o procedimento pedido pelo médico assistente é justificável ou não. Ora, e onde fica a autoridade do médico solicitante? E o direito do consumidor que sempre foi ignorado? Nunca foram levados em conta o lado psicológico do paciente, sua necessidade, sua dor física e sua angústia na hora em que mais precisa. O que sempre foi visto e valorizado, e ainda continua sendo, é o lado financeiro, o pagamento em dia e os aumentos exagerados que ocorrem a cada ano.
O discurso de se tratar as pessoas visando o lado humano nunca entrou na parte prática dos convênios.
A partir deste mês a ANS (Agência Nacional de Saúde Complementar) determinou que 70 procedimentos sejam incluídos nas coberturas básicas, como, transplante de medula e novos procedimentos odontológicos; o que beneficiará mais de 44 milhões de pessoas.
Todo usuário deve ficar atento e buscar seus direitos consultando a página www.ans.gov.br ou procurar o Procon (31- 3253-5500) ou a Delegacia da Defesa do Consumidor (31- 3275-7887) ou o Ministério Público de sua cidade.
Gilayne Coelho, 67 anos, dona de casa, é usuária da Unimed há mais de dez anos, teve uma ultrassonografia dos seios negada, pois só autorizam alguns procedimentos apenas uma vez ao ano. A operadora não levou em conta que é uma paciente que passou por uma cirurgia de câncer no seio e que tem história familiar, precisando; portanto, de repetidos exames anualmente. Com relação aos valores pagos ela tem tudo anotado. Em 2000 foi R$76,41; em 2003 foi R$92,00. Já em 2007 pagou R$138,00 passando para R$297,44 em 2009. Quanto ao ano de 2010 tem receio que a mensalidade suba exageradamente já que adquiriu o direito de fazer novos exames.
Quando as operadoras contratam prestadores de serviços tais como, laboratório, raio-x, ultrassom etc, acabam impondo um valor muito aquém do que é cobrado do usuário. Sem falar em determinados exames que não são pagos aos prestadores e que são cobrados dos usuários. Por exemplo: não pagam a contagem de plaquetas (responsável pela coagulação do sangue) aos laboratórios alegando que este procedimento está incluso no hemograma (exame que serve para detectar anemia, infecção e outras doenças). Em contrapartida cobram do paciente...
Já está mais que na hora das operadores de saúde provarem do próprio veneno e pararem com o discurso que a obrigatoriedade de novos exames trarão um ônus que atingirá os usuários. Desde 1994, quando o salário mínimo era de R$70,00 que não repassam aumento aos prestadores de serviços, obrigando-os a adotarem ações para não fecharem as suas portas. E quando repassam são tão irrisórios que é o mesmo que nada.
Obviamente que terão que adotar as mesmas medidas que médicos e clínicas vem praticando há muito tempo. O resultado disto tudo nós já sentimos na pele ao nos depararmos com um serviço de saúde muito precário. Conter custos e dar o que é de direito a quem tem direitos está na cartilha dos bons e éticos administradores. Inclusive do próprio governo aos nos garantir políticas públicas condizentes com a situação.
Sejam justos, senhores donos e presidentes de convênios. A sociedade em si só terá a ganhar. Inclusive os senhores.
Texto: Vanessa Arruda
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